Momo, o poeta


Vou contar-te como me tornei Poeta…


Foi numa noite fria de inverno, dentro do meu ninho aconchegado, que eu vi, pela primeira vez, um raio de luar. Fiquei logo encantado com ele: brilhava sem ferir os meus olhos, que ainda não estavam habituados a nenhum tipo de luz.


Nesse tempo, eu ainda não tinha permissão para abandonar o meu ninho, por ainda ser muito pequenino, mas já sonhava com o mundo que me esperava lá fora: o Bosque dos Momongas. E esse raio de luar foi, por assim dizer, o meu primeiro amigo.


Não era esquilo-voador-anão, mas também era pequenino e curioso como eu. E, desde essa noite, começou a visitar-me regularmente. Vinha da Lua até ao meu ninho, à velocidade da luz, falava-me de tudo o que ele conhecia, e eu ainda não, e ia despertando em mim a imaginação. 


© cirodelia – stock.adobe.com

Penso que foi esse meu primeiro amigo que fez nascer dentro de mim a Poesia. Nem de outra forma poderia ser, porque ninguém me tinha ensinado a rimar, e as Rimas começaram então a surgir na minha cabeça, de um momento para outro. Lembro-me de as ter achado muito divertidas, e de logo me ter decidido a não as deixar fugir.



D. Momo King

momo@momolandia.com

Eu sou o célebre D. Momo King, um esquilo-voador-anão. Nasci no Bosque dos Momongas. Contudo, por ter sido sempre um rebelde, voei por cima da alta muralha que cerca todo o bosque e fui viver, ainda muito jovem, para uma floresta vizinha: a Floresta Encantada. Lá, fui iniciado nos mistérios de uma ordem secreta pelo Mestre Porfírio, um anão muito especial. Mais tarde, autoproclamei-me rei da Momolândia, um reino que fundei na Floresta Encantada. Sou alquimista, artista iluminado e o autor deste blog, que vou construindo, com muito carinho, para ti.

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